Bebês estão fazendo falta, e elas não querem um

Bebês estão fazendo falta, e elas não querem um

blog_maternidade4Uma das conquistas do feminismo está ajudando a colocar em risco a economia brasileira. Se você acha que isto é só uma chamada sensacionalista para atrair o leitor, acredite: É mais que isso! Segundo o IBGE, dentro de 16 anos, em 2030, teremos mais idosos do que jovens no Brasil.

O aumento do número de idosos, que têm expectativa de vida cada vez mais estendida por causa dos sofisticados tratamentos para as mazelas próprias da idade e pelo aumento da qualidade de vida, faz com que o sistema previdenciário brasileiro seja mais onerado e por mais tempo.

E as mulheres? Ah! Em contrapartida, com a taxa de natalidade caindo a cada ano, menos brasileiros entram no mercado de trabalho, e aí reduz a contribuição para a “poupança” da aposentadoria. Outro sintoma perceptível pela economia é a queda da procura por serviços e produtos feitos para bebês. Isso mesmo! As maternidades brasileiras estão fechando as portas e os leitos sendo substituídos para darem atendimento à terceira idade, que usaria mais vezes os hospitais e pagaria mais pelo serviço.

O respeitado economista, demógrafo e professor da Universidade da Califórnia, Ronald Lee, diz que o envelhecimento da população se dá pela combinação de três fatores: quedas das taxas de mortalidade infantil, aumento da expectativa de vida e queda da natalidade. “O envelhecimento acelerado do Brasil é devido, principalmente, ao rápido declínio deste último índice”, disse em entrevista à revista Veja.

Atualmente, a taxa de fecundidade brasileira é de 1,8 filho por mulher, e o índice cai a cada ano. Entre as mulheres com nível superior a taxa é 1,4; e isso não é novidade: com mais instrução e foco na carreira, muitas mulheres deixaram para trás a maternidade, sem nem olhar para o retrovisor.

Em muitos relatos bíblicos mulheres sofreram preconceito e foram desprezadas por não conseguirem engravidar. Recentemente a atriz Cameron Diaz foi destaque por defender o não à maternidade, na carona da divulgação do seu livro “O Livro do Corpo: a Lei da Fome, a Ciência da Força e Outras Formas de Amar Seu Extraordinário Corpo”, e afirmou que ainda hoje enfrenta dificuldades em explicar a decisão.

Ler sobre estas pesquisas que apontam um mundo insustentável do ponto de vista econômico e social lembra que a influência do pecado é visível também na mudança no comportamento individual e coletivo, e nas decisões. Não estou dizendo que não desejar ter filhos seja pecado, não é isso, obviamente. Até porque eu ainda não tenho e não tenho certeza se quero.

Porém, me choca perceber que os desejos pelos quais muita gente lutou tem também resultados que ninguém pensou e quantificou. As consequências de todas as ações, individuais e coletivas, acontecem sendo esperadas ou não. Por isso é bom estar atento ao querer, ao desejar, ao escolher… As melhores escolhas são feitas somente se a influência for perfeita, e, com certeza, resultados sublimes somente em outra vida, porque esta está cada dia menos fecunda.

 

15 comments

  • A opção de ter filhos deve ser consenso somente entre o casal e a vontade de ter filhos deve partir do coração.

    As mulheres devem ter o direito em escolher NÃO ter filhos se assim quiserem. Cada decisão gera consequência a curto, médio e longo prazo e devemos estar dispostos a arcar com todas elas.
    Incomoda essa ideia de que toda mulher quer ou deve ser mãe. Entristece ver o marido, família e sociedade pressionando a mulher casa a ser mãe.

    Eu sou casada, conversei com meu marido antes de casar e decidi que não quero ter filhos. Aliás, foi ele quem me perguntou sobre filhos e concordamos. A sogra me falou um dia, disse que não quero, que não tenho vontade e que meus filhos não incluem crianças. Ela argumentou as mesma coisas que as pessoas falam: que ser mãe é dádiva de Deus, que depois eu mudo de ideia e bla bla bla…
    Concordo em partes, maternidade não é para todas! Que adianta ceder a pressão de ser mãe e ficar frustrada depois? Ou ser uma péssima mãe? Ou péssimo pai?

    Acho lindo criança, gosto muito, mas não estou disposta a abrir mão de certas coisas para ter filhos, que é uma preocupação eterna!

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  • O problema é que o custo de vida atual é muito alto. Eu me sentiria infeliz se eu tivesse filho antes dos 30 e não pudesse pagar um bom plano de saúde e um bom colégio. Isso é o básico, né gente! Ou vocês se sentem seguras para confiar os filhos de vocês aos serviços de saúde e educação públicos???

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  • Eu não pretendo gerar uma vida em meu ventre mas, pretendo adotar uma menina.Desde pequena sempre nutri comigo o desejo de adotar uma menina.Como fui adotada eu quero fazer por alguém aquilo que os meus pais fizeram por mim.Estou com um bebê em casa já é o meu segundo sobrinho a coisa mais fofa desse mundo eu amo cuidar dele assim como foi com o meu primeiro sobrinho eu me sinto a mãe de aluguel deles é muito bom.Cuido deles como se fossem meus filhos imagina quando a minha futura filha chegar vai ser só alegria…Kiki enquanto isso não acontece eu me divirto bastante com os sobrinhos e sobrinhas…

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    • Também sou adotada e tenho a mesma posição que vc, adoraria fazer por alguém o que meu pais fizeram por mim, a maior benção da minha vida foi ter sido adotada, não teria a relação com Deus que tenho hoje se isso não tivesse acontecido. Sou taxativa em dizer à todos que não quero ter filhos, já orei muito sobre esse assunto e Deus nunca me mostrou que deveria fazer o contrário. Continuo orando, temos um prazo de 2 anos pra tomar uma decisão definitiva, isso porque meu marido teve câncer e o médico disse que devido à quimioterapia, seria interessante esperar este tempo, mas honestamente minha decisão só se confirma à cada dia. Vivo com o foco na volta de Jesus e sei que falto bem pouco, até lá nosso mundo será uma vastidão de trevas e sofrimento em crescente, não é nesse tipo de mundo que quero colocar um ser que não pediu pra estar aqui, assim, prefiro dar um lar à uma criança que já sofreu a abominação do abandono e plantar o no coração dela a esperança da volta de Jesus!

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      • Olá Laritza tudo bem?
        Eu e meu esposo já estamos nos preparando para adoção.
        Estamos lendo o livro orientação da criança da Elen White e estamos encantados.
        Que DEUS abençoe a sua vida e do seu esposo na missão e propósito de filhos.
        Eu sempre sonhei em adotar e tenho certeza de que nossa filha virá diretamente do coração de DEUS para o nosso coração. Um abraço e sucesso em sua caminhada.Nos queremos muito que nossa filha estude na escola adventista e que seja muitooo amada…

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  • Esses números são preocupantes. Quero ser mãe logo, mas meu noivo pensa como a grande maioria dos homem (só depois de pagar a casa, quita o carro, e poupar por colégio e fraldas), minha pergunta é: será que meus ovários não estaram empoeirados? Achava que só os homens tinham seus discursos, agora sei que as mulheres “modernas” também estão criando os seus. Bjus Fabi, obrigada por compartilhar conosco esse tema. 🙂

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    • Muitas mulheres estão apelando para o congelamento dos óvulos, pois depois dos 35 eles têm um envelhecimento acentuado. A questão é que mesmo que use este óvulos mais tarde, tipo 38, 40… o corpo já não reage à gestação do mesmo jeito, pois está envelhecendo, ou seja a gravidez começa a ser de risco… é delicado, né?!

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  • Eu percebo que as gerações que estão em idade fértil atualmente acabaram sofrendo muito em relação a infância e adolescência… Pegamos a época da moda de se ter pais divorciados, em que o emprego é mais importante que a família e que só vale a pena gastar dinheiro para inflar nosso ego. Acho que são fatores que dificultam os jovens e adultos de hoje a querer ter suas próprias famílias. Eu e meu marido sofremos muito na infância, mas ele do que eu, com o descaso dos pais, a traição, a falta de atenção, e não é fácil pensar em ter um filho… Hoje estou grávida do meu Levi, mais um mês e meio ele nasce, e temos medo de sermos iguais aos pais que tivemos, mas creio que Deus nos ajudará!

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  • Eu tenho um filho lindo! O amora da minha vida, presente de Deus mesmo! Mas quando eu engravidei, tinha só 16 anos…foi muito difícil não em relação à gravidez em si, mas com a aceitação dos outros…e pior ainda foi meu parto super tenso de 28 horas ( parto normal, q de normal não tem nada!) Super sofrido e extremamente cansativo e doloroso. E é por esse motivo que não tenho a menor vontade de ter outro filho…meu filho (hoje com quase 7 anos) me pede um irmão, mas eu não tenho coragem…eu sou filha única também e embora pense q seria legal ter irmãos não tenho nenhuma crise ou trauma por ser filha única.

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    • Nossa, posso imaginar, Rafa! Se bem que tenho dois irmãos e adoooooro, daí sempre penso: puxa, é mais legal crescer com mais gente (ainda que briguem um monte! kkkk)

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  • Acredito que nós temos nos tornado cada vez mais egoístas em escolher não ter filhos por diversas razões. Dentre as quais independência, carreira… Eu mesma me incluo nisso e percebi que não querer ter filhos, para mim, foi reflexo da má estrutura familiar na qual cresci. Fui criada longe de pai e até mesmo de mãe. Não sonhava sequer em casar, quanto mais em ter pimpolhos dando dor de cabeça, rs. Mas Deus é bom! Ele me presenteou com um varão valoroso amoroso, gentil e que simplesmente é louco para formar uma família. Chega até ser engraçado enxergar todas essas nossas diferenças, pensei que não iriamos continuar devido a isso mas como já disse, a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável. Era necessário que eu encontrasse alguém que acreditasse verdadeiramente na família para que assim eu pudesse acreditar também. Enfim, planejamos nos casar e dar início a nossa família. Com relação aos filhos ainda me sinto muito atemorizada, mas sei que o Senhor já está trabalhando em meu coração. Família no Senhor é bênção, Ele mesmo instituiu, é perfeito assim. Sei que tudo ocorrerá no tempo dEle e tudo será maravilhoso, por isso confio, porque Ele me ama! 🙂 Graça e paz!

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  • ai quem me derá ser casada …eu quero ter 3 filhos, porque eu sou filha única e detesto é horrível …eu fico triste quando vejo algumas mães tratando mal o filho e para completar gravida de outro. eu não posso ver uma criança que me derreto toda…falo com Deus …Senhor, eu quero ter duas princesas e um príncipe…isso porque educar hoje em dia não é fácil e ainda custa caro. Mas se pudesse faria como minha avó que teve 5 filhos…o coisa linda é a família. Agora filho de coração eu tenho 7 mas não ficam comigo são filhos de amiga minha que me adotam como mão por eu tratar bem, corrigir, tira até piolho e dá banho. Espero num futuro próximo ter os meus.
    Filho é benção de Deus.

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  • Lembrei agora de quando “decidi” engravidar. Na noite anterior um irmã tinha conversado comigo a respeito, não levei em consideração, afinal era mais uma. Ja tinha de 8 anos de casada, mas apenas 24 anos. Só que naquela noite, não dormi, abri a bíblia e só via confirmação do Senhor, liguei pra minha mãe de manhã chorando, reclamando do medo de “perder minha vida, meus projetos”, ela me aconselhou a confiar em Deus. No fim aceitei a vontade de Deus e naquele mesmo mês engravidei. Depois disso minha vida realmente mudou; pra melhor. Estou feliz com esse presente de Deus. Até uns meses atras nem pesava em outro bebê, mas agora, se Deus mandar eu sei que Ele vai me capacitar para essa maravilhosa missão, mais uma vez.
    Com tudo ainda faço parte das estatísticas, quem sabe em breve não dou mais uma forçinha pra economia brasileira.

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  • o feminismo? Mas que reverberação de bobagem… procure saber sobre taxa de natalidade em países europeus, como a Alemanha em que há até incentivo governamental para gestação…será que foi influencia do feminismo ou natural emancipação da mulher? Alguns fatores mencionados são até lá reais, questão de envelhecimento por exemplo… agora querer pôr direitos de mulheres que era necessários há anos como fomento a essa pratica de não ter filho…haja coração hein?! O primeiro paragrafo tenta juntar duas questões distintas, feminismo e taxa de envelhecimento, coisa mais que natural!

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