Desculpe a ausência

Estou meio ausente por aqui, né?! Mas é que minha vida está uma correria sem fim, com milhares de gravações e não tenho tempo de escrever só por prazer, como faço por estas bandas. Agora achei um tempinho enquanto a chuva cai aqui em Noronha, para desfrutar dos “bons fluidos” da terra e despachá-los todos pelos meus dedinhos.

Pois, então, estou em Fernando de Noronha e antes que comentários engraçadinhos ou debochados passem por sua mente sã, estou a trabalho, viu! É, trabalho!! E muito, por sinal. Hoje é meu terceiro dia na ilha e nem nadei ainda, pode? Mergulhei, é verdade, mas mergulho não vale, pois não é nadar e foi pra gravar, daí não é lazer e como dá vontade. O mar é cristalino numa variação que vai do azul celeste para o esmeralda e outras cores que não conheci na escola.

A ilha é linda de morrer, ou melhor, de viver pois aqui dá vontade de ficar esperando o dia passar, só contemplando a natureza ao redor e é muito, já que terra mesmo só tem 17 km. Ai, chega a dar uma aflição de pensar que estou num pontinho de terra no meio do oceano, sabe… mas tudo bem, nem vou ficar pensando nisto pra não criar neura. Aqui tem aeroporto e em tempos normais, são dois vôos diários, um da Trip e outro da Gol. Bem caro se você vier a passeio, mas se for morador as taxas ficam em torno de R$ 100,00 e se tiver que ir à capital por motivo de saúde o Governo cede as passagens.

Tem tanta coisa pra contar que nem sei por onde começar. Acho que vou por tópicos pra poder organizar minhas próprias ideias. Contudo, gostaria de mostrar um lado pouco explorado por sites de viagens e revistas de turismo. Não é pessimismo, não, é realidade mesmo. Vindo aqui para dois ou três dias de férias você até desconfia de algumas coisas, mas em oito dias conversando com o povo, indo nas casas e andando pelos caminhos pouco visitados você enxerga outra ilha, do isolamento, da falta de saneamento, da ausência de habitações adequadas, do apadrinhamento político, da falta de recursos… e até um certo desespero mudo.

Estou tentando contornar meus mosquitos amigos que estão exaltados pela minha presença e vou deixar a continuação destas linhas para amanhã. Inté!

 

 

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