Fui roubada!

Fui roubada!

Eu gosto muito de internet, mas acho que ela não gosta tanto assim de mim. É! Percebi que anda me roubando. Talvez a sua também esteja, mas é do segmento furto, então a gente não percebe de imediato. Só quando precisamos da tal coisa roubada é que nos damos conta de que se foi. No meu caso a internet anda roubando tempo. Isto é valiosíssimo!

Começa aos poucos, sabe, para não notarmos. Daí ela vai ficando mais descarada e nos distrai com amigos, anúncios, fotos, vídeos e músicas. Passa um tempo e nem mais lembramos como foi que começamos aquilo. Uma hora, duas… a nossa desculpa perfeita para este relacionamento é o tal trabalho, mas a net, esta vilãzinha disfarçada, finge que vai me facilitar o trampo e quando vejo, puft!

Para azar dela, eu acabei percebendo. É que outro dia eu precisei de tempo e eu lembrei que o tinha, mas daí, depois de um tempinho de affair, fui olhar para o relógio e já não tinha mais nenhum disponível. Fiquei brava, esperneei, mas este artigo de luxo não se recupera fácil. Aliás, nem sei se é possível recuperar algum dia. Acho mesmo que não. E onde vou reclamar? Tem Procon para denunciar o roubo de tempo que a internet me fez prometendo alegrias, distrações, conhecimento e rendimentos?

Enquanto não descubro onde reaver meu tempo furtado, ando de olho na tal da internet. Ela é mal necessário, tipo político corrupto que elegemos para manter a tal democracia, sabe? A gente acha que está ganhando alguma coisa, quando na verdade estamos perdendo muito. Já entendi que anda meio impossível no momento me isolar da tal, contudo, ando cuidadosa, como quando seguro a bolsa junto ao corpo ao andar na 25 de Março. Às vezes ela me enrola, pois me deixo seduzir… aí lembro que não tenho onde comprar tempo, ainda que todo dinheiro do mundo eu tivesse. Então fujo rapidinho, para quem me ama de verdade e com o que valha o tempo investir.

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