Lush, cosméticos vegetarianos e cheios de estilo

Lush, cosméticos vegetarianos e cheios de estilo

Eu parei em frente à loja e o primeiro pensamento foi de estar numa mercearia destas que têm frutas, legumes, pães e queijos frescos dispostos sobre mesas de madeira e cestos de vime. Era quase isto. Com formatos inusitados e um cheiro delicioso, os produtos da Lush me atraíram para dentro da loja onde comecei a testar sabonetes, cremes, loções e perfumes. Um xampu seco, com cara de sabão de côco chamou para o toque. Era tudo muito simpático e atraente e os produtos sem embalagem, como sabonetes, me convidaram a refletir sobre a marca, famosa no mundo todo por lutar por uma indústria cosmética mais ética e sustentável.

Recentemente em Londres uma vitrine com seres humanos pendurados em ganchos metálicos colocaram os holofotes na crueldade nos testes em animais e o foco voltou novamente para a empresa que tem uma firme política de só comprar de clientes que também adotem a mesma prática. O fundador, Mark Constantine, começou o negócio de cosméticos naturais no final da década de 70 e entre altos e baixos aprendeu tudo o que pode para fundar a Lush em 1994 e depois de 20 anos ter cerca quase mil unidades espalhadas pelo mundo, inclusive com uma segunda tentativa no Brasil, em 2013, na Rua da Consolação quase esquina com a Oscar Freire no bairro paulistano dos Jardins.

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A loja dos Jardins mantém o charme das gringas, com tudo bem à mostra para a cliente “degustar”

Pensando em todos os atributos políticos e sociais da marca – que premia anualmente cientistas que desenvolvem produtos veganos e vegetarianos sem testes em animais – você pode pensar que não se trata propriamente de beleza. Mais errado impossível! Os produtos são deliciosamente funcionais e lembra um pouco aquelas receitas da vovó com o que se tinha no quintal. Afinal, babosa no cabelo e na pele, camomila nas olheiras, azeite para hidratar… #quemnunca? “Eu sempre amei o jeito como frutas e vegetais eram expostos em mercearias e o plano era vender cosméticos o mais frescos possíveis, evitando ao máximo conservantes sintéticos”, explica Constantine, fundador e diretor executivo da marca.

Alguns produtos, inclusive, ficam refrigerados, em balcões que lembram peixarias. Outros tem potes com nomes engraçados e sugestivos. Experimentei o Dream Cream, um hidratante potente e super indicado pra quem tem pele sensível, sujeita a cravinhos e vermelhidão. Outra descoberta para equilibrar o cabelo oleoso na raiz e seco nas pontas foi o xampu em barra Trichomania, que vem sem embalagem mesmo e a sacola é de papel reciclável, claro.

Aline Pontes, bióloga e cliente fiel da marca recomenda ficar de olho também no preço, pois toda esta cara de politicamente correto tem um preço. “Eu adoro o Fresh Farmacy, um sabonete que controla como nenhum outro a minha rosácea e tem uma cara de pudim ou flan, cortado aos pedados, mas cada pedaço custa uns 36 reais a cada 100 g, ou seja, não é exatamente um produto baratinho”, adverte a moça que admite pagar o preço por tudo o que envolve comprar um produto com esta filosofia natural, saudável e sem crueldade. Afinal, beleza, ainda que natural, também tem lá o seu custo.

LUSH - Hidratante para Pés - Fair Trade Foot Lotion - R$ 69,90

Hidratante para Pés – Fair Trade Foot Lotion – R$ 69,90

Interior da loja

Cremes de Barbear

Os produtos estão à mostra para provarmos e o atendimento é super simpático

Esta matéria também foi publicada na edição de janeiro da revista Vida e Saúde

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