Mentes pequenas

Existem pessoas grandes e pessoas pequenas. Mais pequenas que grandes. Lamentável, mas é assim. Não gosto de gente pequena, miúda, medíocre. Nem uma delas me atrai. Na verdade repele. Para que você também possa reconhecê-las, vou descrever um pouco: são sempre donas da razão, enxergam nada além do próprio umbigo, não gastam massa cinzenta para entender razões alheias, seu mundo é impermeável e nunca, a menos que um grande trauma as abata, serão grandes, terão pensamentos maiores. O mundo está cheio delas.

Gosto de pessoas grandes e costumo de aproximar delas para tentar crescer também e ampliar meus horizontes. Acho o pensamento de Mark Twain uma boa explicação para este meu sentimento: “Viagens são fatais ao preconceito, à discriminação, à visão estreita, e muitos do nosso povo precisam terrivelmente de viagens, por causa disso. Uma visão ampla, integral e caridosa das pessoas e das coisas não pode ser adquirida vegetando num cantinho do planeta durante a vida inteira.”

Sair do próprio conforto, passar por tribulações, mudar de ares e de companhia são boas medidas pra deixar de ser pequeno, mas os pequenos demais não querem estas agruras pois não entendem os benefícios de ser grandes. Mas também, convenhamos, como saberíamos dos grandes não fossem os lamentáveis pequenos que circulam por aí, felizes e perdidos no torpor da própria ignorância.

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