Muitas resoluções, poucas ações

Muitas resoluções, poucas ações

Se tem uma coisa que aprendi bem neste ano que passou é que boa intenção não serve mesmo pra muita coisa. Digo e repito. Se quiser discordar, caríssimo leitor, fique à vontade, mas antes, leia meus argumentos.

Há exatos doze meses estávamos meu marido e eu na beira do Guaíba, em Porto Alegre. Ainda não tínhamos casa disponível e ficamos os dias da virada do ano na casa de amigos e passaríamos o réveillon num solitário momento de reflexões e planos para o futuro. O pôr-do-sol ali era bucólico e cheio de boas expectativas para 2011, este gigante desconhecido do qual agora tudo sabemos.

Moldado pelas aulas do Mestrado em Liderança, se pôs meu digníssimo a me orientar não estipular mais que 3 metas tangíveis para o ano seguinte, sob pena de entre muitas não chegar a nenhuma. Assim fiz. Você não precisa saber de todas, nem acredito que queria ficar à par de minhas picuinhas pessoais, mas uma, clássica dos clássicos, eu divido: emagrecer 12 kg.

Bem acima do meu peso normal, sonhava em dar uma guinada na rechonchuda silhueta e agora, sem tanto sacrifício, gozar do meu sucesso, estipulado e sonhado um ano antes. Não que eu fique feliz em desfilar meus fracassos, todavia, cá estou com mais 6 kg somados àqueles. Não só não emagreci como engordei metade do tanto que esperava perder.

Esperava… este é o detalhe que agora vejo com clareza. Eu esperei perder um mísero quilo por mês em 2011 e de tão pouco hercúlea subestimei a tarefa e agora amargamente admito que fui uma derrota neste quesito. Aprendi uma lição: de nada vale uma boa resolução se não for acompanhada de ação e empenho. Simples, não?! Já tinha ouvido falar, talvez você já tenha aprendido bem isto, mas eu, aqui na minha ignorância empírica só agora internalizei a lição.

Está na hora das listinhas, dos planos e sonhos que parecem tão possíveis no limiar dos novos e vindouros 365 dias e elas só servirão de constatação de miséria se, além de listar, não nos propusermos sinceramente a executar os planos. E aí, amigo leitor, está contido o desânimo superado, a alegria premiada, a vontade controlada e a disciplina exercitada. Sem isto, seus mais cálidos planos não passarão disto: planos.

5 comments

  • Puxa… Tambem aprendi isso nesse ano. Mas com certeza voce tambem teve sucessos, ne? A vida e assim algumas coisas a gente corre atras pra conseguir outras ficamos travados um tempao, se nao a vida toda… Adoro seu blog, mas a vida estava corrida e nao acompanhei muita coisa esse ano, estou tirando o atraso! Beijos.

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  • Adoro a sua sinceridade, essa sua coragem de sempre dizer a verdade, esse seu respeito ao leitor…
    Executar planos é bem mais difícil que fazê-los. Mas acho que, lá no fundo, a gente só concretiza o que realmente quer.

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  • Fabi, divido com você a vontade de emagrecer… rsrsrs. Também queria ter perdido mais alguns quilinhos em 2011 (não atingi minha meta, só emagreci alguns “míseros” quilinhos), mas, se serve de incentivo temos o ano de 2012 completo pela frente… Amei a frase: “Aprendi uma lição: de nada vale uma boa resolução se não for acompanhada de ação e empenho”.

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