O que fazer quando seu filho abandona a fé?

O que fazer quando seu filho abandona a fé?

blog_familia5“Não me interesso mais pela igreja” diz o seu adolescente. Eles podem até dizer a mesma coisa de várias maneiras, mas não há uma resposta fácil para a sua situação. Cada filho é diferente e fará seus próprios deslizes. É por isso que cada caso deve ser avaliado individualmente. Você se pergunta: Por que meu filho é tão difícil? Será que medicamento  o ajudará? É como se andássemos por um deserto. A família fica dividida e muitas vezes não sabe como lidar da maneira correta com ele. Tentamos vários caminhos: a disciplina ofensiva, o amor ofensivo, mas é complicado compreendê-lo.

Quando o filho sai de casa (decide ir para a faculdade em outra cidade, por exemplo) a primeira coisa que fazemos é encontrar um apartamento. A segunda é encontrar uma Igreja local. Queremos ter certeza que ele continuara frequentando. Porém nem sempre gostam, se sentem à vontade na nova igreja. Acham-na muito antiquada, ou não gostam da música. Mesmo assim temos esperança de que vá encontrar outra igreja na qual se sinta mais à vontade. Como nem sempre esse é o caso, inicialmente é uma decepção e começamos a nos perguntar o que deu errado.

No momento em que você mãe admite que seu filho já não é mais da mesma igreja, que não sabe mais o que fazer quando ele se revolta, é importante lembrar-se que não esta só. Todavia, não devemos perder a esperança, mesmo sendo este um dos desafios mais difíceis na família.

Algumas sugestões de como lidar com esse cenário:

Não desista

A tentação é jogar tudo pra cima e desistir e você não seria a única a fazer isto. Muitos pais desistem e,  incapazes de tolerar a dor,  eles se protegem, fingindo que não se incomodam. O filho grita, “me deixe em paz” e assim eles fazem o que ele pede, retirando-se emocionalmente de sua vida. O que algumas mães não percebem é que apesar de as ações e palavras do adolescente destinarem-se a afastar os pais, lá no fundo ele anseia que os mesmos continuem tentando, apoiando, independente de seu comportamento.

Nunca desista. Vá em frente apesar das circunstâncias e não pare de fazer as coisas boas, tentar coisas novas se as antigas não funcionarem, continue fazendo as coisas que você sabe serem certas, ame incondicionalmente, faça seu papel de mãe (e pai), mesmo quando prefere desaparecer.

Não tenhavergonha depedir apoioe oração

É prudente consultar um pastor ou um conselheiro e você pode encontrar conforto de pais cristãos que também têm filhos pródigos. Seja sincero sobre o seu desejo de compreensão. Valorize as orações intercessoras, mas tenha cuidado para não compartilhar detalhes íntimos. Uma resposta simples, como: “Você não faz ideia do quanto precisamos e valorizamos suas orações” é suficiente.

Uma mãe admitiu que não queria que o mundo todo soubesse sobre o adolescente rebelde porque seu marido era o ancião da igreja, mas uma dor compartilhada, diminui. Uma alegria compartilhada, aumenta.

Seja firme e afetuoso

Você precisa de uma casca dura e de um coração sensível, principalmente no que diz respeito aos comentários dos outros. Mesmo que as intenções sejam boas, pessoas ofendem, mas não deixe que suas farpas penetrem, sendo sensata o suficiente para ouvir as palavras de apoio que outros oferecerem.

Aprenda a arte da entrega

Isso pode significar liberar seu sonho para seu filho, abrir mão do controle sobre o adolescente, deixando os resultados com Deus.

Obtenha ajuda para você e sua família

Se quebrar o braço, você imediatamente pedirá ajuda no Pronto Socorro. Então por que tantos pais se vergonham de buscar ajuda quando a família está quebrada?

Alguns preferem aconselhamento pastoral, outros optam por terapia. Dê apenas o passo inicial e busque ajuda.

Permita-se algumprazer

Muitos casais cujos filhos saem da igreja eliminam qualquer ato que possa trazer alegria, até que a “situação se normalize”. Alguns sentem-se culpados por estarem se divertindo, ao invés de “fazerem algo” para resolver o problema. Outros ficam em constante estado de alerta, tensos, preocupados ou envergonhados e não conseguem se distrair. Mas precisamos recarregar a bateria. Relaxe num banho de banheira, alugue um filme engraçado e veja-o juntos, pois se afastar um pouco do problema pode ser a saída ideal para olhar melhor, com a mente mais descansada.

Mantenhaseus valores fundamentais

Não deixe que a crise contínua a desgaste, Deus ainda a conhece exatamente como antes da crise. Se sempre deu presente de aniversário para seu filho, continue dando durante essa fase difícil também. Se ajudava no ministério da criança antes de seu filho sair da igreja, continue usando seu talento nessa área. Não se afasta de tudo e todos porque algo está saindo fora do que planejou ou sonhou.

Escreva um diário

Registrar seus pensamentos, sentimentos e orações pode ajudá-la a identificar o que é importante. Pode usar uma caderneta, um computador ou até enviar e-mail a um amigo de confiança. Expressar emoções e externá-las é uma forma de visualizar o problema como alguém de fora.

Não se culpe

Provérbios 22:6 diz: Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.blog_familia3

No entanto este texto nunca teve a intenção de despertar culpa. O pior pesadelo de muitos pais é ter um filho rebelde – que segue seu caminho na vida de maneira destrutiva, ignorando tudo que aprendeu, recusando-se a obedecer as regras, causando caos nas vidas com as quais entra em contato.

O medo é tão grande que os pais se estressam com tudo que os filhos fazem, chegando a considerar comportamentos normais como sinais de que os filhos estão à beira do abismo. Outros pais fazem o oposto. Ignoram sinais óbvios de alerta, achando que é apenas uma fase da qual os filhos passarão. Alguns outros abdicam e descobrem que, não importa o que fizeram para educar seus filhos, é provável que pelo menos um saia da igreja.

Há pais que observaram seus filhos fazerem más escolhas e foram arrastados por desvios mais perigosos. Eles agonizaram, choraram, oraram – mas de alguma forma sobreviveram. O que eles aprenderam no processo?

Você não pode controlar as escolhas do seu adolescente

Uma vez que seu filho sai de casa, não dá pra dizer o que ela está fazendo. Pode estar ou não na escola. Pode jogar fora o lanche que você fez pra ela e comer algo gorduroso, consumir drogas, colar nos testes, dirigir bêbada – ou estudar bastante e fazer parte dos melhores 10% de sua classe. Pode ser a presidente ou a palhaça da classe. E não há nada que se possa fazer quanto à isso. Aceite!

Saiba a diferençaentre ajudare possibilitar

Joe Whiterecomendaque quando meu adolescente se revolta devo manter uma maternidade firme e terna. Possibilitar um comportamento irresponsável é diferente de deixar que o filho pródigo assuma as consequências de seus atos.

Não esqueça o resto de sua família

Existe o risco de numa situação de crise familiar com um filho que está afastado, todas as atenções sejam pra ele. Pare de focar no filho rebelde a tal ponto de negligenciar os outros filhos e o cônjuge. Às vezes temos que confiar nosso filho pródigo ao Senhor e deixá-Lo operar nele, enquanto continuamos com nossa vida.

Perceba que sua parentalidade mudou

Quando um filho deixa o cuidado e proteção dos pais, o relacionamento muda para sempre. Devemos mostrar-lhe que o amamos, mas temos que nos libertar de nossa responsabilidade por ele. Ele é um ser dono de sua individualidade e é preciso respeitar.

Construa uma frente unida com seu cônjuge

Avise a seu filho que vai conversar com seu cônjuge antes de tomar qualquer decisão. Além disso, não se esqueça de trabalhar em seu relacionamento conjugal. Não negligencie o lado físico: Tire um fim de semana livre, marque uma noite para saírem juntos, e não fale sobre os filhos durante esse tempo.

Estabeleça limites

O filho pródigo beneficia-se mais da mãe que diz “eu te amo, mas não vou tolerar desrespeito.” Estabeleça limites em qualquer área que lhe diz respeito, especialmente se seu filho quer se mudar de volta. Certifique-se de que ele entende seus limites e as consequências ao ultrapassá-los.

Cuide dos seus sentimentos

Pais de filhos rebeldes enfrentam muitas emoções: raiva (do filho, de si mesmo, do parceiro, da má companhia do filho), dor, tristeza, depressão e culpa. Quaisquer que sejam os sentimentos, temos de reconhecê-los, antes de podermos lidar com eles.

blog_familia6Lembre-se que Deus ama seu filho mais do que você o ama

Mães de filhos rebeldes se sentem desamparadas. É por isso que devemos nos apoiar em Deus e Sua graça. Ele constantemente os atrai para Si e estará com eles mesmo quando não podemos.

Antecipe um futuro melhor

Em conversa com dezenas de pais, aprendi que a temporada do filho pródigo é apenas isso, uma temporada.

Mais cedo ou mais tarde, a maioria deles volta a ter bons relacionamentos com seus pais e, às vezes, com seu Pai celestial.

 Não perca de vista a perspectiva mais ampla

Enquanto continua a amar e orar por seu filho, tenha fé que ele é a obra de Deus em andamento.

Apesar dos desafios específicos desta faixa etária, os jovens precisam da igreja. Para que mantenham a identidade da fé, a atmosfera da igreja desempenha papel importante na permanência deles nela. Pode-se, então, dizer que igreja de verdade é primordialmente trabalho com jovens. Por isso não perca a esperança!

Todavia, lembre-se: eles pertencem a Deus e a nós, e não à igreja. Conte com as orações de membros cuidadosos, mas não permita que qualquer censura que você receber lhe desanime.

Por Telma Witzig
Psicóloga, esposa de pastor, vive na Suíça.

 

 

Bibliografia:

It Takes a Church: Every Member’s Guide to Keeping Young People Safe and Saved

Gary L. Hopkins; Joyce W. Hopp Publisher: Pacific Press Pub. Association Publication Date: 2002

When Good Kids Make Bad Choices: Help and Hope for Hurting Parents Paperback

by Elyse Fitzpatrick (Author), James Newheiser (Author), Laura Hendrickson (Author) Publisher: Harvest House

Sticking with Your Teen. Copyright © 2006, Joe White. All rights reserved. International copyright secured.

Parents Edition of the May 2008 issue of Focus on the Family magazine. Copyright © 2008 Jeanette Gardner Littleton. All rights reserved. by Jeanette Gardner Littleton Ame Seu Filho Pródigo O que fazer quando seu adolescente se revolta

 

4 comments

  • Eu tenho um pai mas para min ele nao e um pai e uma merda. Olha isso e um pai nao da o filho nada .eu tenho raiva dele eu quero que ele sumo da minha para nao ver ele nunca mais de mundo desaparecer.

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  • Olá Fabiana. Conheci recentemente o seu Vlog, e achei bem legal.
    Já vi uns 4 ou 5 vídeos seu, e concordo com quase tudo que você fala neles. Olhando mais um pouco no site, achei esse artigo. Eu o li quase todo, mas não conclui por discordar de alguns pontos que pra mim não fazem sentido. Porém quero escrever aqui sobre a possibilidade de um filho ter a liberdade respeitada pelos pais, pois nem sempre o que os pais acreditam, contempla as necessidades do filho.
    No meu caso por exemplo, que sou filho de um casal católico, e que cansado de tudo que envolvia religião, resolvi interromper totalmente meu contato com o catolicismo. Após algum tempo, envolvido por varias dúvidas, decidi pesquisar um pouco sobre a existência de demônios. E cheguei a uma conclusão que me satisfaz. Essa conclusão que conservo, é de que não existem demônios. Pra mim esse ponto de vista é plausível (mas não é sobre isso que eu quero expor).
    A partir daí, me dei conta de que crer em deus ou demônios, não me acrescenta em nada, e por isso me considero ateu.
    Tenho uma vida muito boa, e grande parte dela se dá pelo empenho dos meus pais. Mas até onde os pais podem interferir na formação ou construção do ser humano, em que seus filhos serão?
    Nós enquanto filhos, somos reflexo dos nossos pais. Isso não quer dizer que precisamos ser iguais, ou concordar com eles em tudo. A minha “temporada”, como você cita no texto, poderia ter sido melhor. Pois escutar e apoiar, mesmo discordando dos filhos fará toda a diferença.
    O meus questionamento é sobre isso. Até onde a vontade, a crença, e os costumes dos pais, devem estar presente nos filhos.
    Obrigado.

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  • Bom dia Fabi, gosto muito de você e de seus posts, têm me ajudado e muito, sou Adventista e tenho 3 filhos, os dois mais velhos abandonaram a igreja e as coisas de Deus. Eles eram participativos, minha filha mais velha hoje com 25 anos já foi Diretora da Escola Sabatina e Líder dos Desbravadores, os dois cantam lindamente e sempre louvavam ao Senhor na igreja. Por muitas vezes me sinto culpada, por ele estarem fora, mas lendo essa matéria hoje, fiquei mais calma.
    Uma coisa que me deixa um pouco mais sossegada, é que nenhum dos dois vão pra baladas ou tem algum vício, e eles respeitam a igreja, só dozem não querer mais ir lá.
    Eu continuo orando e espero um dia poder vê-los novamente trabalhando para o senhor.
    Meu filho de 14 anos frequenta a igreja comigo e meu esposo, sempre o incentivo a participar das coisas, é difícil nessa idade eles ficam perdidos né?
    Por favor sempre em suas orações, lembre-se do Lucas, Tiago e Graziele.
    beijos e que Deus continue te abençoando e usando.

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