O que te prende?

O que te prende?

Não amarre minhas mãos! Definitivamente odeio me sentir presa e sob pressão. Acho que é meio natural do ser humano não gostar de ficar sob as ordens de algo e querer a liberdade ardentemente. Alguns mais, outros menos, mas via de regra, não gostamos de pressões. Quando meu amado marido quer me pirraçar, ele segura minhas mãos e dá risada da minha força para soltar-me das “amarras”. Caímos todos na gargalhada depois que eu retomo o ar.

O problema é quando não reconhecemos nossas amarras. As mãos dele segurando as minhas são visíveis, contudo e as inúmeras outras coisas que seguram não minhas mãos, mas minhas ações, minhas boas intenções, minhas prioridades? Isto é seríssimo! Ainda mais quando elas podem “amarrar” nossos princípios. É só pensar um pouco em tanta coisa boa que você sabe ser certo fazer, no entanto acaba agindo em desacordo. Sabe “aquilo” que você sabe que não deveria fazer, mas se pega já no meio ou no final do “negócio”?

Não sei qual é o seu “aquilo” ou o seu “negócio” sei os meus e isto por si só já é bem preocupante. Contudo, pior ainda são os cabrestos que me levam à isto sem que eu me dê conta. Pequenas atitudes diárias que enfraquecem nosso moral a cada hora, dia, semana, mês e ano. Afinal, é de passo em passo que se chega lá em cima ou embaixo. São coisas que nos prendem, nos amarram e aprisionam não nos permitindo acesso ao livre-arbítrio tão precioso. Se não descobrirmos logo o que nos empurra para o penhasco, podemos pouco a pouco perder esta capacidade divina de escolher e daí por diante fazer só o que temos treinado todos os dias. Triste.

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